Como reformar a loja sem precisar fechar as portas: o case da Confeitaria Jauense - Blog da Arqtto
496
post-template-default,single,single-post,postid-496,single-format-standard,qode-quick-links-1.0,ajax_fade,page_not_loaded,,qode_grid_1300,qode-theme-ver-17.2,qode-theme-bridge,disabled_footer_top,wpb-js-composer js-comp-ver-5.6,vc_responsive
 

Como reformar a loja sem precisar fechar as portas: o case da Confeitaria Jauense

Como reformar a loja sem precisar fechar as portas: o case da Confeitaria Jauense

Projeto da Confeitaria Jauense mostra como a arquitetura comercial dispõe de soluções criativas para reformar sem impactar no serviço aos clientes

Quem trabalha com varejo e precisa reformar acaba esbarrando em uma grande dificuldade: como fazer isso sem fechar as portas? Mais do que uma questão para os comerciantes, este é um desafio também para os arquitetos, que precisam desenvolver soluções criativas para reformar sem impactar no atendimento.

Uma das mais famosas confeitarias de Curitiba, a Jauense passou recentemente por uma ampliação com as portas abertas, sem impactar no serviço aos clientes e na rotina dos funcionários – principalmente da cozinha. Por ser um dos espaços gastronômicos mais tradicionais do Água Verde, o fluxo de pessoas transitando diariamente pelo local é alto e o grande desafio foi manter a qualidade do serviço em meio a uma construção.

O escritório curitibano Fávaro Arquitetos foi o responsável pelo projeto e, com soluções criativas e muito planejamento, conseguiu entregar o trabalho sem prejudicar negócio ou o público. “Na arquitetura comercial é comum o proprietário não querer fechar o estabelecimento para realizar a obra, por isso é importante realizar um planejamento minucioso”, comenta Carlos Fávaro Neto, sócio-proprietário do escritório.

          

Estude os fluxos de trabalho e pessoas

Ao lado de Elói Fávaro e Fernanda Menon, Neto focou no estudo do fluxo diário de pessoas e seus hábitos de consumo, além da rotina interna dos colaboradores. “Averiguamos como era a ordem de apresentação dos produtos expostos e a rotina de consumo, assim conseguimos traçar um plano que não prejudicasse ninguém. Além disso, por ser uma obra no meio de um espaço com comida, tivemos que ter muita atenção ao isolamento físico de cada etapa”, detalha ele.

Divida o projeto em fases

Após o estudo, o projeto foi dividido em três fases, iniciando pela demolição da construção que existia no terreno que foi anexado à confeitaria. A fase dois foi destinada à construção do novo espaço e a fase três integrou a nova construção ao espaço já existente e aberto ao público.

Setorize

“Foi preciso muito cuidado na integração. Durante o processo do novo espaço a produção de alimentos foi setorizada e isto permaneceu no novo projeto. A setorização é um traço importante da nova Jauense. No térreo, além da área de público, temos um espaço de recebimento de produtos, triagem e separação de lixo. Um elevador de carga ajuda no transporte interno da mercadoria até o piso da fabricação. No último andar temos a administração, refeitório de funcionários e sala de treinamento da equipe, com uma bela vista para a rua”, explica o arquiteto.

A setorização é um traço comum nos projetos comerciais, onde é preciso delimitar espaços sem perder a integração. O resultado da expansão da Jauense é conseguiu unir a tradição dos quase 40 anos da confeitaria com a modernidade exigida pelos padrões de atendimento ao público. “Ficamos orgulhosos de ver o resultado e saber que se tornou um case referência para quem precisa reformar sem parar de atender”, avalia Carlos Fávaro.

Conheça mais sobre o Carlos Fávaro na ARQTTO.

Texto: Maria Emilia Silveira

 

Marcus Andreolli
marcus@arqtto.com.br
No Comments

Post A Comment

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.